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Por que não devo comprar lentes de contato na ótica ou na internet?

As lentes de contato funcionam como uma espécie de prótese em nosso organismo, podendo gerar incomodo ou lesões caso não sejam utilizados critérios adequados para sua adaptação. A superfície ocular, onde a lente fica apoiada possui medidas de curvatura e diâmetro que variam em cada paciente.

Por isso é necessário o acompanhamento de um oftalmologista para a realização de exames que determinam as especificações das lentes e realização de um processo de adaptação. Além disso, o profissional orienta sobre manuseio, limpeza e conservação das lentes, além de indicar o produto de  assepsia a ser utilizado.

As lentes de contato vêm se tornando cada vez mais populares nos últimos anos, tanto por sua praticidade quanto por terem se tornado um item  estético. Mas essa crescente procura gerou preocupações do Conselho Nacional de Medicina, principalmente quanto ao uso indiscriminado e sem os devidos cuidados. Em 2011, o órgão emitiu uma resolução que recomendou a compra dessas lentes apenas após orientação médica, devendo respeitar a seguinte ordem: consulta, exames complementares, avaliação clínica da escolha das lentes, processos de adaptação e controle médico periódico.

No HOPE, o paciente é avaliado por um especialista em córnea e lentes de contato, que vai verificar o grau, a superfície ocular, identificar se há presença de olho seco e a qualidade da lágrima, fazendo testes para definir a lente que melhor se enquadra para cada paciente. Além disso, será feito uma simulação no próprio hospital para o paciente aprender a colocar e tirar a lente corretamente, além de aprender como limpá-la e armazená-la adequadamente, para que o uso das lentes de contato não tragam riscos desnecessários.

A médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco-HOPE Maria Conceição Sales, ressalta que o uso das lentes não deve ser considerado
uma coisa banal. “As lentes implicam em muitos outros cuidados. Elas alteram o funcionamento do olho, mudando aspectos como oxigenação e temperatura. É um processo seguro, mas que precisa contar com um acompanhamento para que o paciente possa manter o uso dessa lente”, conta. A médica afirma ainda que cada paciente deverá realizar consultas frequentes para reavaliar a adaptação à lente, mesmo que esteja sem sintomas. O oftalmologista irá determinar o período necessário de retorno para cada um dos casos.

Como cada olho possui diferentes características, as lentes de contato não devem ser compartilhadas. Materiais com o tamanho errado podem dificultar a respiração do olho, provocando o aparecimento de alguns problemas de saúde. Além disso, o uso de lentes de contato pode ser  contraindicado para algumas pessoas, dependendo da profissão e das condições de vida do paciente, pois podem oferecer riscos adicionais.

Entre os problemas de saúde provocados pelo uso equivocado das lentes de contato, as infecções estão entre as principais. “A limpeza inadequada das lentes de contato pode provocar infecções oculares, como é o caso da úlcera. Algumas são tão graves que podem provocar até mesmo a perda da  visão”, explica a Dra. Conceição Sales. Outras complicações que podem surgir são alergias, intolerâncias ao uso da lente, ressecamento dos olhos e a ceratite, uma inflamação da córnea. “Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para detectar possíveis problemas logo cedo e evitar que eles causem danos mais sérios”, completa a médica.

Para evitar esses problemas, dois cuidados são fundamentais: a limpeza adequada das mãos e das lentes. “A maioria das complicações oculares ocorrem através das mãos, pois elas podem também contaminar as lentes e aumentar o risco de alergias e infecções. É preciso lavar bem as lentes e retirar qualquer resíduo de cosméticos ou perfume. Toda vez que a lente for removida do olho, é preciso fazer uma assepsia, utilizando sempre a solução própria para a limpeza das lentes, seguindo as instruções do oftalmologista Depois disso, armazená-las no estojo, cobrindo com o produto indicado pelo médico, por cerca de 6 a 8 horas. E não esquecer também de lavar o estojo e sempre descartar essa solução e colocar uma nova a cada limpeza”, complementa Dra. Conceição Sales.

Além da higiene, outra questão importante é trocar as lentes dentro do período indicado. “Algumas possuem um descarte programado, as chamadas gelatinosas, que pode ser diário, quinzenal ou mensal. Já as lentes anuais, podem ser gelatinosas ou rígidas. É preciso respeitar o prazo de troca,  mesmo que o uso seja esporádico. Daí a importância da avaliação para determinar o melhor tipo de lente para cada paciente.”, conta a médica oftalmologista do HOPE Mirella Maranhão.

Dra. Conceição Sales destaca ainda a facilidade de encontrar uma unidade do HOPE para fazer seu atendimento. “Estamos presentes em vários pontos da Região Metropolitana do Recife, como na Ilha do Leite e nos Shoppings RioMar, Recife, Plaza e Guararapes. Todas essas unidades do HOPE têm médicos oftalmologistas especializados em lente de contato e contam com todos os equipamentos necessários para realizar a adaptação das lentes”, reforça a médica.

* Matéria publicada na Revista Ponto de Vista do HOPE, ed.04

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