A relação entre estresse e doenças oculares: aumento do hormônio cortisol pode levar a perda parcial da visão - Hope

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A relação entre estresse e doenças oculares: aumento do hormônio cortisol pode levar a perda parcial da visão

Coroidopatia Central Serosa, ou apenas Serosa Central, é comum entre pessoas de 25 a 50 anos

 

O momento de desconforto generalizado, resultado da pandemia do novo coronavírus, alterou a rotina de todas as pessoas ao redor do mundo. Quase 5 meses depois das primeiras medidas de isolamento, iniciativas de fomento ao distanciamento social continuam sendo o melhor caminho para a contenção de contágio. A sensação de constante incerteza, além de boa parte da população também vivenciar algum tipo de dificuldade financeira, tem produzido impactos diretos à saúde mental dos indivíduos.

 

Segundo a médica oftalmologista do HOPE, Adriana Gois,  “Emoções são fatores importantes para todas as doenças que atingem o corpo humano. Os estressores, sejam eles externos ou internos, estimulam inúmeras reações do sistema neuroendócrino, que responde promovendo baixas ao sistema imunológico” explica. Nesse contexto, a Coroidopatia Central Serosa, também chamada de Retinopatia Serosa Central ou apenas Central Serosa, é uma das patologias mais comuns.

 

Pacientes comumente afetados, entre 25 a 50 anos, queixam-se de perdas parciais da visão, mediante a uma mancha escura no centro do olho. “Por meio do aumento de um hormônio chamado cortisol, produzido em situações de esgotamento físico e/ou mental, a doença provoca um descolamento na região da retina, causado por um tipo de vazamento de líquido oriundo dos vasos sanguíneos” explica a oftalmologista.

 

“O resultado disso, é o surgimento de um bolsão de líquido responsável por elevar as camadas da retina e provocar o deslocamento do foco da região central do olho, local onde está localizada a mácula”, complementa. A Serosa Central tem cura, na grande maioria dos casos, ademais, trata-se de uma anomalia que desaparece sem deixar sequelas no paciente. Seu diagnóstico pode ser feito através de exames específicos e existem algumas modalidades de tratamento, a depender do caso, de acordo com Adriana Gois.

 

Embora estejamos em uma conjuntura de medo justificado, a médica também afirma ser possível minimizar os danos psicológicos e evitar crises nervosas. Cultivar vínculos sociais, apesar da distância geográfica, parece ser um caminho possível, sobretudo com o auxílio das tecnologias. “É fundamental manter o corpo em movimento e priorizar momentos que atuem no bem estar emocional. Além disso, caso ocorram alterações na visão, é indicado procurar atendimento médico” finaliza.

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